Antes de mais nada, tiro os sapatos e sento no chão.
Assim, descalça e desarmada, posso dizer o que realmente quero.
Existem dias que não me sinto à vontade, nem vontade de dizer nada.
Emudeço.
E, descalça, sento no chão. E falo pra mim mesma em vozes que só eu sei decifrar.
Depois esqueço. E penso que talvez não devia pensar.
Me liberto, grito tudo que quero e descubro que a Liberdade é apenas mais uma estação da linha azul.
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